Fall apart

Estava procurando algum texto sobre a Palestina e deparei-me (graças à Deus) com o Manifesto de Gandhi sobre os judeus na Palestina que li no sítio http://www.alfredo-braga.pro.br/discussoes/gandhiepalestina.html. Fiquei boquiaberto com a qualidade e as maravilhosas palavras de Gandhi, que por ventura foi e sempre será um maciço monumento de intelectualismo e doçura, mas, como os poucos homens de bom coração da História da Humanidade, foi brutalmente assassinado. Ao ler as primeiras linhas do texto quase não acreditei: eram palavras com as quais eu sempre sonhava. Sempre senti uma brutal tristeza ao ver o hiperbólico sofrimento do povo palestino nas mãos dos judeus. Certamente, assim acredito, deve haver algum judeu que é contra a ocupação da Palestina pelas tropas de extermínio sionistas, digo tropas, pois, Israel deve ser um grande quartel general, e, o local mais protegido do mundo - acredito que pelo fato de eles, os judeus, serem, de acordo com a Bíblia, o povo escolhido por Deus. Pelo meu sangue e pela minha vida tenho certeza de que um Deus cujas qualidades são paz, benevolência, amor, etc., não aprova essa matança. Senão, Ele deixaria de ser um Deus. Concordo cabalmente que a matança de judeus na Segunda Guerra Mundial foi mais uma das manchas indeléveis de intolerância nas páginas da História da Humanidade. Mas, a ocupação sionista (conforme o escritor José Saramago) é tão pior quanto o genocídio nazista. Para a ONU (cujas funções e atribuições são inexistentes, pois, os States invadiram a soberana nação do Iraque sem motivo algum, pois, conforme Bush, o filho, disse: Não preciso de motivos para defender o meu país - após os órgãos de inspeção da ONU verificarem que não havia arsenal nuclear ou coisa do gênero em solo iraquiano) não existem limites e os States não existem limites para o sanguinolento rolo compressor do Estado de Israel: agem por livre arbítrio e impunemente, uso a palavra impune (no sentido extremo do termo) pelo fato de eles (os judeus) violarem as convenções dos Direitos Humanos, as Resoluções da ONU e massacrarem os palestinos. Tenho a convicção de que me chamarão de anti-semita, racista, entre outras coisas, mas, não tenho preconceito com raça alguma. (Até porque esse mecanismo de auto-defesa sionista já não funciona tanto quanto antes). Todo ser humano dotado de alguma capacidade intelectual e espiritual, sente a necessidade de esquecer as coisas que lhe aconteceram. Bem, todas as pessoas que venho conhecendo ao longo de minha vida agem dessa forma: esquecem o que de ruim lhes aconteceu. Pois bem. Há muito tempo fala-se em Holocausto – repito, foi um episódio negro da história - mas, não se fala em extermínio de inocentes cometidos pelos cristãos nas Cruzadas, da aguda dor do povo palestino em viver acuados como cães em um canil. O Holocausto acabou há anos. Passou. Qual é a finalidade de se lembrar eternamente desse episódio? Para manipular a opinião pública e dar vazão e prosseguimento à violência grotesca? Certamente é com esse intuito. Converti-me ao Islamismo há pouco tempo e antes de me converter já chorava literalmente e fisicamente pelo sofrimento do povo palestino. Sempre fui (e sou) muito sensível; ao ver o sofrimento de um irmão (esse mundo é, senão, uma grande família) eu não conseguia dormir, pois, como posso ser alegre se há uma pessoa do outro lado mundo sofrendo e implorando para ser tema de alguma discussão em algum plano político de algum país que se comova com a causa? Fico muito triste em saber que o ser humano age dessa forma, tão indolente e execrável. Muito se fala sobre os direitos divinos e legais de Israel sobre a Palestina. Tudo bem. Não seja por isso. Os aborígenes australianos têm o livre (e por que não divino também?) direito de matar todos os habitantes que lá residem , pois, a Austrália é originalmente deles. Os índios brasileiros têm todo o direito de invadirem nossas casas violentar e matar nossas mães e irmãs, estripar nossos queridos, e, quando chegarmos à casa à noite, vindos do trabalho, encontraremos um índio sentado sobre o corpo desfigurado de um de nossos familiares e ele nos dirá: Essa terra pertence aos meus ancestrais, dê o fora! Calmamente mostraremos a escritura da casa e toda a documentação legal que o mundo exige. O nativo rasgará o documento e tentará nos matar, pois, a terra é deles. Eu pergunto: quem tem o direito sobre a Palestina? Talvez algum dia eu acorde em um dia perfeito em que o ódio, a ganância, a ausência de respeito ao próximo, a falta de amor não mais governe o dia. Mas, enquanto isso não acontece, aprenderemos a nos odiar e a nos matar, e, ensinaremos aos nossos filhos quem é bom e quem é mal, a fim de que elas também, as puras criaturas de Deus, provem o amargor do ódio que sentimos. Até que um dia não haverá mais dia nem porvir, então, cabisbaixos morreremos em nosso próprio abismo espiritual e intelectual. Salam! É errado e desumano impor os judeus aos árabes. O que está acontecendo na Palestina não é justificável por nenhuma moralidade ou código de ética. Os mandatos não têm valor. Certamente, seria um crime contra a humanidade reduzir o orgulho árabe para que a Palestina fosse entregue aos judeus parcialmente ou totalmente como o lar nacional judaico. O caminho mais nobre seria insistir num tratamento justo para os judeus em qualquer parte do mundo em que eles nascessem ou vivessem. Os judeus nascidos na França são franceses, da mesma forma que os cristãos nascidos na França são franceses. Mahatma Gandhi ( Excerto do Manifesto de Gandhi sobre os judeus na Palestina ) PS.: Oremos pelas vítimas inocentes.

Comentários

Anônimo disse…
Esse texto é falso. Só existe no site e na cabeça do alfredo braga.

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