Election day and join hands

A eleição do Hamas na Palestina ocorreu legalmente, sem nenhum problema de ordem pública maior, ao menos é o que se sabe. Conforme muitos textos sobre democracia afirmam: num governo democrático vence a maioria de votos, visto que representa a escolha da maioria. Portanto, os palestinos demonstraram que querem mudanças. Os antigos partidos nada fizeram, ou, talvez, até tentaram, mas, Israel somente fez que os palestinos se ajoelharem ante o rolo compressor que se apóia no longínquo e distante Holocausto da Segunda Guerra a fim de justificar sua vingança perante o anti-semitismo, que, sempre existiu na História da Humanidade(até Shakespeare em sua famosíssima peça "O Mercador de Veneza" mostra um judeu mesquinho e materialista que somente pensa em dinheiro). Não! Não justifico a existência do antisemitismo, aliás, não sou antisemita! Ao contrário, não gosto de nenhuma forma de preconceito contra o ser humano, somente estou ilustrando o meu texto. A eleição foi justa e correta, e, o resultado, tem de ser acatado pela comunidade internacional; da mesma forma que a tal comunidade acatou a fraudulenta eleição de Bush filho, tem-se de aceitar a eleição do Hamas, a qual, porventura, não foi fraudulenta. Mas, infelizmente, a política internacional não funciona desse modo, digo, democraticamente, o que funciona, é o equilíbrio do terror, a lei do mais forte - quem tem mais armas, manda, quem não tem, submete-se ao autoritarismo. Para quem não leu muito, ou nada, sobre a história da Palestina, vale lembrar que o Hamas quando surgiu, organizava ações beneficentes e não terroristas, mudaram a política de ação ao presenciarem inúmeras atrocidades cometidas pelo exército israelense, porventura o mais poderoso, sanguinolento e temível do Oriente Médio. Portanto, se a Democracia existe (o que na minha opinião nunca existiu, pois, "a democracia deveria ser uma virgem intocável") deve-se aceitar tacitamente a eleição do Hamas. Como disse o magnífico escritor José Saramago: Aquilo que Israel está fazendo é perder o capital da simpatia, da admiração e de respeito que o povo judeu merecia pelos sofrimentos por que passou. Já não são dignos desse capital. Deixaram de ser dignos desse capital. Viver à custa do Holocausto e querendo que se perdoe tudo o que fazem em nome do que sofreram parece um pouco abusivo. Porque aqueles que sofreram, foram mortos, exterminados, queimados. E estes são os descendentes biológicos deles. Mas parece que não aprenderam nada com o sofrimento de seus pais e avós. Não aprenderam rigorosamente nada. Assalam! Foto extraída do site http://www.barghouti.com/palestine/

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