Ante as manifestações populares no Iran, país que muito admiro por sua cultura e história, eu não pude deixar de comentar algo.
O poema abaixo foi escrito em junho de 2005, após um sentimento de raiva e desapontamento em virtude das atitudes daqueles que deveriam zelar por nós: o governo.
Outro ponto que desejo expressar é que o Islam não é uma religião que prega o desprezo pela vida, a repressão, o ódio, mas sim a paz, o amor, a fraternidade. Cito dois ditos do profeta Muhammad(saw) sobre as atitudes do governo iraniano; creio que tais palavras do profeta(saw) encaixam-se nesta situação.
"Aquele que não tem compaixão com as pessoas não terá a compaixão de Deus".
"O pior dos governadores é o severo e intransigente. Portanto, cuida para não ser um deles".
Proclamação
Eu gostaria de escrever o poema mais triste do mundo!
Esta noite, eu gostaria de destilar as palavras mais corrosivas da angústia,
Esta noite...
Bem, esta noite é o restício de um dia pesado,
Tão pesado quanto a mágoa de toda raça humana.
As janelas são abertas pela pessoas em suas casas engradadas,
Após abrí-las, já se fecham as cortinas, impedindo que a verdadeira luz do sol adentre o lindo ambiente.
A verdade? Bem, a verdade é apenas uma hipótese cogitada meio a mentira.
"Eu quero amar",
Eu quero amar a todos incondicionalmente.
Mas ninguém quer aprender a amar ninguém!!!
Fui esfaqueado espritualmente com requintes de crueldade hoje.
Ah!, Um sorriso de uma criança pode me salvar agora,
Mas, onde elas estão?
Testando o jogo do momento: Bath of blood.
Eu vim para reorganizar,
Eu vim para protestar,
Eu vim para blaterar,
Eu vim para proclamar,
Que o momento é oportuno,
Que a ocasião é esta.
Armado de ideias sulfúricas e portando uma caneta de mil megatons,
Vim para reorganizar os sistemas -
Vim avisar que o otimismo nasce da sórdida escuridão do pessimismo.
Um pedaço de papel é tudo o que preciso
Para denunciar que minha tristeza é universal,
E que a minha esperança é tão intensa quanto a vida.
